Escuta dos/as jovens e memória do caminho

postado em 20 de jan de 2010 11:50 por Administração Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude   [ atualizado em 20 de jan de 2010 11:50 por Anchietanum - Centro de Juventude ]

Com a escuta dos/as jovens se iniciou o segundo dia do Seminário Nacional sobre os 30 anos da Conferência de Puebla, que se realiza em São Paulo, no município de Vargem Grande Paulista. Com o tema “A juventude por ela mesma”, jovens de diferentes pastorais, movimentos e grupos eclesiais partilharam, a partir de suas experiências pessoais e grupais de inserção eclesial, sua percepção sobre a acolhida que a Igreja tem dado ao/à jovem. “Foi um momento de muita, coração aberto, porém há resistência da Igreja em acolher esses clamores da juventude”, diz Angêla (PI).

Na parte da tarde, foi feita um grande movimento de memória do caminho de 30 anos da opção pelos/as jovens, na Conferência de Puebla. Dom Mariano Parra (bispo referencial da Seção Juventude do CELAM), Hildete Emanuele (Secretária Nacional da Pastoral da Juventude) e Fernando Altimeyer (teólogo e professor da PUC) ajudaram o grupo a fazer memória dos compromissos assumidos nesses tempo e também dos conflitos e contradições que marcam a opção pelos jovens na Igreja na América Latina.

Ainda para ajudar a retomar o caminho das opções de Puebla, Hilério Dick, Jorge Boran e Dom Eduardo Pinheiro fizeram uma memória testemunhal, em tendas separadas, retomando os compromissos pessoais e institucionais que foram assumindo desde o Setor Juventude da CNBB e outros espaços em que se inseriram por causa do serviço com a juventude. “O presente é passado e futuro. Não somos sem memória. Não somos sem passado. Por isso, a Bíblia é memória”, enfatizou Hilário Dick. “Não foi saudosismo, mas olhar para o caminho percorrido junto com as juventudes deste continente. Olhar para esta história me dá muita esperança de que algo novo esteja acontecendo e que essa nova primavera possa se realizar”. Partilhou Ir. Elena Conforto que representou a CRB Nacional.

A Vigília da memória martirial e a noite das culturas esquecidas motivaram o fechamento do dia da memória.

Por Vanessa Correia

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